quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Colômbia - Cartagena e San Andrés

A Cartagena de Gabriel García Márquez

Havíamos planejado uma viagem à Amazônia, quando nos ocorreu a ideia de dar uma esticadinha até a Colômbia - já que estaríamos na metade do caminho. Sempre ouvi sobre Cartagena e suas estreitas ruas, casinhas coloridas e sacadas floridas, que inspiraram o grande escritor Gabriel García Márquez em seus envolventes romances. 
E por que não o Caribe colombiano também?

14/10/2015

Chegamos a Cartagena pela manhã. Apanhamos um táxi do aeroporto até o centro da cidade (o táxi não é caro, mas vale negociar). A parte interessante da cidade está entre as muralhas e é conhecida como "Cidade Amuralhada". Ficamos no Hotel Casa Baluarte (aprox. R$150/170 a diária, para o casal), uma excelente opção, pois está bem próximo à Cidade Amuralhada (os hotéis dentro das muralhas são, em regra, muito caros). 
Saímos para almoçar e caminhar pelo centro histórico. Passamos pela Torre do Relógio, símbolo da cidade. No outro extremo, está a linda igreja San Pedro de Claver (a mais bela da cidade).







Andamos sobre as muralhas, passando pelo Café del Mar, onde as pessoas sentam para apreciar o pôr do sol, tomando um drink.
Nas ruas, artistas populares apresentavam a dança típica chamada Mapalé, de raízes africanas, na qual as dançarinas, usando roupas muito coloridas, dançam freneticamente e todos tocam instrumentos.

15/10/2015

Pela manhã, fomos ao Castelo de San Felipe de Barajas, uma massiva edificação de pedras, que fica fora da Cidade Amuralhada. Essa construção é a maior feita pelos espanhóis no Novo Mundo, datando do século XVI.


Fomos almoçar no restaurante de Angus Beef chamado "Salou" (há tantos restaurantes na cidade que é impossível conhecer todos).
Caminhamos dentro da Cidade Amuralhada, passando pela Catedral Metropolitana e Museu do Ouro Zenu, que conta com um belo acervo de peças ornamentais em outro, que pertenceram à civilização Zenu. 


Caminhamos em meio a praças arborizadas, restaurantes, bares e hotéis, casas coloridas, sacadas repletas de flores...



  




Vimos a estátua "Gertrudes", com suas redondas formas, a qual foi doada por Fenando Botero, artista colombiano (fica em frente à igreja de Santo Domingo).

Gertrudes

No meio da tarde, uma parada para degustar o especial café colombiano (feito em uma máquina a vácuo).



Percorremos a rota "Gabriel García Márquez", passando por pontos onde o famoso artista viveu, trabalhou e se entregou à boemia. Vimos o imóvel onde outrora funcionou o jornal onde ele trabalhou no início de sua carreira; o convento que serviu de inspiração para um de seus romances e onde funciona hoje um luxuosíssimo hotel (Hotel Santa Clara); bem como seu bar favorito, o Barzuto.



 16/10/2015

Fizemos um tour às Ilhas do Rosário (Islas del Rosario) e Playa Blanca. Na realidade, nos decepcionamos bastante, pois esperamos horas para apanhar o barco, o porto e as embarcações estavam superlotadas, os guias eram ríspidos, a praia estava também superlotada, os vendedores ambulantes não davam sossego e o almoço (que estava incluído no preço do passeio) era parco. Em uma das ilhas havia mergulho livre em meio aos corais.


À noite, fomos a um delicioso restaurante chamado Monte Sacro, que fica acima do museu do ouro. Tomamos um vinho rosé.





Por volta de 23h00, fomos dançar salsa no animado Havana Social Club, muito legal!

17/10/2015

Acordamos e fomos a uma loja de aluguel de automóveis. Alugamos um carro por um preço caro (aprox. R$200,00 a diária) e que estava caindo aos pedaços (mas era a melhor opção em termos de custo benefício). Rumamos ao magnífico Parque Nacional Natural Tayrona (Tayrona é uma etnia indígena).
Dirigimos por aproximadamente 7 horas (não pela distância, que não era tão grande, mas pelo trânsito caótico e pelas inúmeras paradas para passagem de cortejos de velório, comícios políticos etc.). A pobreza é um pouco chocante ao nos distanciarmos de Cartagena. Há favelas e muito lixo a céu aberto.
Escureceu e resolvemos parar em uma cidade que estava no caminho, Santa Marta. A cidade em si não era muito convidativa, mas chegando à orla, nos deparamos com um lindo balneário caribenho, com bares, restaurantes, baladas e muita pessoas sentadas na areia, bebendo ou simplesmente caminhando no calçadão.
Fomos em direção à marina e, antes de chegar lá, paramos em um bar dançante, chamado "Miko", com música eletrônica. Ganhamos cerveja e burritos, de cortesia .

Depois fomos comer no restaurante Coco Marina, de um chef vindo de Bogotá e que havia estudado no Brasil.





18/10/2015

Acordamos bem cedinho e dirigimos até o lindo parque Tayrona, considerado como o melhor destino ecológico da Colômbia. O parque tem 4 portarias e entramos pela 4a, chamada Zaino. Sua área é muito extensa, sendo impossível conhecer tudo em um só dia.


Fizemos uma trilha de aproximadamente 2h30, da entrada até o Cabo de San Juan de Guia, passando pelas praias de Arrecifes, Canaveral, Arenilla, La Piscina e, finalmente, o Cabo de San Juan de Guia. A mata é exuberante e a flora local é um pouco diferente da que estamos acostumados.






A fauna também é curiosa: vimos algumas iguanas e pequenas lagartixas furta-cor.


Cabo de San Juan de Guia, nossa parada final, era uma praia com águas azul-turquesa, dividida ao meio por um pequeno istmo, de onde sobe uma rocha e no topo da qual há um abrigo para camping. Subimos até lá.



No retorno, vimos micos saltitando de árvore em árvore. Paramos para tomar uma água de coco.
Saímos do parque e dormimos no aconchegante eco-hotel Yuluka. Jantamos no próprio hotel, que conta com um adorável restaurante aberto.




19/10/2015

Um esquilo veio nos saudar pela manhã, durante o café, no restaurante do hotel. Depois de arrumar as coisas, voltamos dirigindo para Cartagena. Deixamos as malas grandes no Hotel Casa Baluarte e fomos ao aeroporto, para apanhar um voo até a ilha de San Andrés, que fica no Caribe colombiano. Voamos pela cia VivaColombia, que tem voos a baixo custo (pagamos em torno de R$600,00 - seiscentos reais - ida e volta, para o casal). Nesta companhia aérea há restrições de bagagem e impossibilidade de alteração do voo, além de check-in online. Mas vale muito a pena! Em 1 hora de viagem, estávamos no Caribe!
Chegamos a San Andrés e fomos direto à pousada Retreat Homeaway, uma espécie de flat, com cozinha, sala, banheiro privativo e cuja proprietária, senhora Silvia, é um amor de pessoa (aprox. R$200,00 por dia).

20/10/2015
San Andrés é uma linda ilha, tipicamente caribenha, com forte influência da cultura rasta / reggae, mata exuberante e banhada por deslumbrantes águas azuis (diz-se que há sete tons de azul).
É um pouco mais pobre do que as demais ilhas do Caribe: por outro lado, é mais inexplorada e preservada. 
Alugamos uma motinho, tipo scooter (90 mil pesos colombianos) e demos a volta na ilha toda, passando por todas as praias (leva-se em torno de uma hora para dar a volta completa). São lindas, mas a maior parte delas é repleta de corais, sem areia.


Paramos em uma das poucas praias de areia, chamada San Luis (muito bonita), onde passamos a tarde toda. Sentamos no adorável bar/restaurante de praia Dona Francesca. Sua decoração é toda feita com corais marinhos. Comemos polvo (o melhor que já comi na vida!) e tomamos micheladas (cerveja com limão espremido e sal).









Seguimos até a próxima praia, chamada Rocky Cay, de onde se pode ir caminhando, por dentro do mar, até uma ilhota, que fica logo em frente. De lá, é possível avistar um barco que naufragou nos anos 30 e cujos restos estão encalhados bem próximo a essa ilhota. 



À noite, passeamos no calçadão da orla e na zona Rosa, que fica no centrinho urbano da ilha e está cheio de bares, restaurantes, lojas etc. 
A ilha de San Andrés é uma zona franca (com muitas lojas duty free).  
Tomamos um chopp e depois jantamos uma deliciosa pizza de frutos do mar.

21/10/2015

Fomos de scooter até a Big Lagoon (Laguna) e Caverna de Morgan. Morgan era um famoso pirata inglês que vagava pela ilha, lá escondendo os tesouros que pilhara dos navios espanhóis. Era mais um dos tantos piratas que povoava a ilha. 
Passamos o dia na praia Rocky Cay, também de areia. Sentamos em um barzinho / restaurante de praia, tomamos cerveja e comemos camarão empanado em coco ralado (maravilhoso!) 

22/10/2015

Fizemos um lindo passeio com a agência Providência Travel. Fomos de barquinho até a ilha del Acuário (aquário) e Jonny Cay.
A água na ilha do aquário era extremamente límpida e transparente, com tons de azul deslumbrantes. Fizemos mergulho livre com snorkel e vimos diversos peixes de vários tamanhos e uma raia manta. Pena que estava muito lotado.





Depois seguimos para a ilha de Jonny Cay, que é bem animada (cheia de barraquinhas que vendiam bebidas e tocavam música, especialmente reggae e ritmos caribenhos, como reggaeton, rumba e salsa). Lá a cultura rasta é bem aflorada. Tomamos piña colada e coco loco, a bebida típica da ilha, que mistura vários destilados e licor de morango.



  



Retornamos do passeio e almoçamos em uma enoteca, lagostim, com vinho branco.


23/10/2015

Caminhamos até a praia do centro, que também é muito bonita. Entramos na água e depois almoçamos em um restaurante à beira-mar, com salsa e merengue ao vivo.



Apanhamos o voo de volta para Cartagena e fomos apreciando a vista, da janela do avião.


24/10/2015

Retornamos ao Brasil, via Panamá.