quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Pantanal - Chapada - Bonito / MT-MS

Dando continuidade à incursão pelas belezas naturais de nosso amado país, dessa vez, nossos destinos foram Pantanal, Chapada dos Guimarães e Bonito, entre outros pontos menos afamados que tivemos o prazer de desbravar.

26 a 28/05/2016
Levamos três dias de viagem para chegar de São José dos Campos-SP a Cuiabá-MT. Fomos em nosso próprio veículo, um 4x4, dirigindo de 5 a 9 horas por dia, dependendo da estrada.
As estradas nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul são, em geral, muito boas. Porém, no Mato Grosso, pegamos algumas em péssimo estado, principalmente as mais afastadas da capital.  
Na primeira noite, dormimos em São José do Rio Preto-SP; na segunda, em Chapadão do Sul - MS e na terceira noite, chegamos a Cuiabá.
A paisagem, ao longo da estrada, é muito bonita. Há muitas fazendas, com extensos campos e plantações de milho, soja, cana, algodão, girassóis, eucaliptos etc.



Próximo à Cidade de Chapadão do Sul, fizemos uma parada na cidade de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, para visitar o Parque Municipal Salto do Sucuriú. O parque conta com boa infraestrutura para famílias com crianças. Há uma piscina artificial, arvorismo, tirolesa (uma das maiores da região centro-oeste) e trilhas sobre plataformas.
O rio Sucuriú atravessa o parque e nele despeja uma exuberante queda d'água, o Salto Majestoso, que certamente faz jus ao nome.



Percorremos o circuito, passando pelo Salto Majestoso, Saltinho (também muito belo), Salto da Figueira, e mirante.
Almoçamos no local.
Após o almoço, fizemos a tirolesa (250 m de extensão a primeira e 400 m a segunda), que passa por cima do rio e proporciona uma vista ímpar da queda d'água. 



29/05/2016
De Cuiabá, rumamos ao parque da Chapada dos Guimarães, chegando à cidadezinha que leva o mesmo nome.
No caminho (aproximadamente 10 km antes da cidade), paramos no "Véu da Noiva", uma esplêndida queda d'água de aproximadamente 86 metros. Uma pequena trilha leva a um mirante no topo do cânion em forma de semicírculo e do meio desta formação rochosa escorrem as águas.  



As araras são uma atração à parte: tivemos a sorte de vê-las sobrevoando o local, a uma distância bem curta e pousando sobre árvores próximas, enquanto brincavam umas com as outras, namoravam e se bicavam.
Após, seguimos para a cidade. Caminhamos pela praça central, onde há diversos restaurantes e bares.
Almoçamos no Bistrô da Mata, que fica um pouco afastado do centro, próximo ao penhasco. O local é muito agradável e conta com uma bela vista.

30/05/2016

Os passeios na Chapada somente podem ser acompanhados por guias cadastrados. Consultamos a lista de guias no site www.ecobooking.com.br e entramos em contato com um deles. O preço do passeio era, em média, R$75,00 por pessoa, por dia.
Na Chapada, há três roteiros mais comumente procurados: o das cavernas Aroe-Jari/Gruta da Lagoa Azul; rio Claro e Cidade de Pedra e; circuito das cachoeiras.
Hoje fizemos o das cavernas Aroe-Jari, Kiogo Brado e Gruta da Lagoa Azul, a aproximadamente 40 km da cidade de Chapada.
Essas atrações ficam em uma propriedade particular, portanto, paga-se R$45,00 por pessoa, para acesso.
Fizemos uma trilha de aproximadamente 6 km, por dentre o cerrado. Passamos pela ponte de pedra, fonte da juventude, cavernas Aroe-Jari e Kiogo Brado e Gruta da Lagoa Azul.

Ponte de Pedra
A caverna do Aroe-Jari é a maior caverna de arenito do Brasil. Realmente, é impressionantemente larga, alta e profunda. Dentro dela, havia algumas goteiras.Costumava ser utilizada pelos indígenas bororos como um cemitério.
Caverna Aroe-Jari
Seguimos para a caverna Kiogo Brado, também grandiosa.

Caverna Kiogo Brado
Por fim, fomos à Gruta da Lagoa Azul. É uma gruta, com uma lagoa dentro, cujas águas são de um azul turquesa absolutamente estonteante. A tonalidade da água é devida a uma espécie de alga que existe ali.




 Retornamos em um trenzinho, rebocado por um trator.



Almoçamos no local.
Voltamos para a cidade e antes paramos no mirante da marca Geodésica, de onde se tem uma bela vista (mas atenção: é um lugar perigoso, porque há muitos assaltos naquele ponto).
Nos hospedamos na pousada Urucum, que tem um lindo jardim. Jantamos no Pomodori, especializado em massas e empadas.

31/05/16
Hoje fizemos um lindo passeio, que dá a real noção da grandiosidade da Chapada. Fomos ao mirante da cidade de pedra, que proporciona a vista da maior parte das escarpas e formações rochosas.
Caminha-se por uma trilha de um pouco menos de 1 km e há diversos pontos em que podemos apreciar a paisagem.












Embelezando ainda mais o local, diversas araras, em revoada. Vimos também um urubu real, que é branco e preto.
Em seguida, pegamos a estrada e descemos até o morro Crista do Galo. De lá, há a vista de uma outra perspectiva, vendo-se o paredão de falésias, frontalmente.



Pegamos uma divertida trilha de areia (que só pode ser percorrida de 4x4), na qual o carro quase tomba de lado (fica em aproximadamente 45º de inclinação), até o vale do Rio Claro. 
Atravessamos um riacho, com o carro.
Paramos no poço das antas e lá entramos nas águas do rio Claro. Havia muitos peixes, que pudemos ver, com as máscaras de mergulho que havíamos levado.

Em seguida, fomos ao poço do paraíso, onde, também, havia muitos peixes.


Retornamos à cidade e almoçamos no restaurante Morro dos Ventos, que tem uma linda vista. 

Provamos o prato regional, farofa de banana da terra e mujica (prato típico da região – uma espécie de ensopado de peixe pintado com mandioca), além de pintado frito.
À noite, comemos umas empadas no Pomodori.

1/6/2016
Fizemos o passeio circuito das cachoeiras. São aproximadamente 7 km de caminhada, passando por seis cachoeiras. São elas: cachoeira da Andorinha (a maior e mais bonita), Prainha, Degraus, Pulo, Sonrizal e 7 de Setembro. Todas, no rio Independência.
Estava calor e foi muito refrescante nos banharmos nelas.


 



Almoçamos no sofisticado restaurante Atmã, cujo proprietário, Leivinha, na década de 70/80, organizava o festival de música de Águas Claras. Ele nos contou histórias muito interessantes sobre o festival.

No fim da tarde, sentamos em um barzinho na praça central e tomamos uma cerveja. Jantamos pizza.


2/6/2016
Partimos, rumo ao Pantanal. Passamos por Cuiabá e pegamos uma rodovia estadual até a cidade de Poconé, onde começa a rodovia transpantaneira (que é uma estrada de terra).
Em Poconé, almoçamos em uma peixaria (são restaurantes, cuja especialidade é peixe). Paramos, também, no CAT – Centro de Atendimento ao Turista, para obter informações.
No início da transpantaneira, há um portal de madeira, indicativo.



Logo no começo da rodovia, já avistamos vários pássaros, inclusive o enorme tuiuiú, de corpo branco, pescoço vermelho e cabeça preta. E também a curiosa curicaca, com seu bico torto para baixo.






Fomos direto ao Camping Portal do Paraíso, que conta com boas instalações, e armamos a nossa barraca. Trata-se de uma fazenda. 






O funcionário nos levou para dar uma volta na propriedade. Mesmo dentro desta área privada, a fauna é muito rica. Antes de partir para a caminhada, perto da residência, vimos o raro tamanduá bandeira!
No trajeto, vimos macacos, jacarés, porcos do mato, capivaras, muitos pássaros e, claro, gado. 





Sentamos no caramanchão do Camping e ficamos apreciando a vista da fazenda.
Jantamos no próprio Camping, junto com os funcionários, e fomos dormir com as galinhas, às 21h00. De madrugada, caiu uma forte chuva sobre a barraca, o que deixou a noite muito assustadora e interessante.

3/6/2016
Acordamos às seis da manha, depois da forte chuva pantaneira. Felizmente, a barraca aguentou bem. Fomos direto para sede do Camping, tomar café da manhã. Um café repleto de frutas.
Pegamos a transpantaneira e foi uma das experiências mais incríveis que já experimentamos! A estrada, até o km 120, aproximadamente, estava muito boa, com chão  batido e britas.
Avistamos animais desde o primeiro até o último quilômetro. Eles estavam ali, bem à vontade, deitados sobre a estrada ou cruzando-a.
Primeiro, visualizamos, novamente, o enorme tuiuiú, entre outros pássaros, como a engraçada curicaca, com seu bico curvo para baixo, o colhereiro rosa (tem essa cor por comer caranguejos vermelhos da região, que já foi mar) e carcarás (ave de rapina que parece um gavião). Ao longo de todo e qualquer curso d'água, havia inúmeros jacarés, aproveitando um pouquinho dos raios solares (hoje o tempo estava um pouco nublado). Havia jacarés de todos os tamanhos.




 



Paramos na pousada Araras, para ver se poderíamos subir ao mirante e, ao contrário do que dizia o guia Lonely Planet, eles não permitem (nem mesmo mediante pagamento) que pessoas que não sejam hóspedes subam na torre.  Por outro lado, vimos um cervo (veado) nas proximidades da pousada! E uma arara voou e pousou sobre o capô de nosso carro.


A transpantaneira conta com 125 pontes. Cada ponte passa sobre um curso d'água e todos são repletos de jacarés. 






Aproximadamente no km 100, avistamos, em um desses cursos, duas brincalhonas ariranhas (uma espécie de foca), que nadavam jocosamente e sem nenhum temor. Aproximaram-se de nós. Poucos metros à frente, avistamos uma jaguatirica! Ali é a "terra da onça pintada". Ainda alguns metros à frente, uma família de macacos cruzou a estrava, bem diante de nosso carro!

Avistamos, também, diversos grupos de capivaras e cotias.


A partir do km 120 (aproximadamente), a estrada começou a ficar ruim, com muita lama. O carro patinava. Vimos, inclusive, um veículo que perdeu controle e foi parar no córrego que margeava a estrada. Mas foi muito divertido!


Finalmente, chegamos ao Portro Jofre, um vilarejo de pesca esportiva no extremo e ponto final da transpantaneira. É uma vila, com poucas dezenas de habitantes, sem comércio ou posto de gasolina (abasteça antes de pegar a transpantaneira!). Lá, nos hospedamos no Camping/pousada do Neco. Almoçamos no delicioso restaurante da pousada (o restaurante serve um ótimo buffet). Na parte da tarde, fizemos um passeio de barco, subindo o rio Cuiabá até o parque nacional do Pantanal. No pier, pessoas pescavam e uma ariranha estava por lá, esperando ganhar um petisco.








No passeio, avistamos pássaros e jacarés. Pegamos um afluente deste rio, o rio Piquiri, cruzando a fronteira com o Mato Grosso do Sul.



À noite, sentamos e tomamos uma cerveja com o dono do Camping / pousada, Neco, e seu amigo de infância. Este último nos mostrou o fruto da pesca do dia. Contaram suas interessantes histórias. O Neco assou um peixe fresquinho para a janta (estava espetacular).






4/6/2016


Dormimos bem e acordamos bem cedo, por causa do movimento dos amantes da pesca se preparando para dar início às suas atividades.
Caminhamos pelo vilarejo. Após o café da manhã, pegamos a transpantaneira, para voltar a Poconé. Paramos, novamente, no Camping Portal do Paraíso para almoçar e fazer um passeio a cavalo, margeando os extremos da propriedade.
Foi sensacional cavalgar dentro do pântano. O cavalo cruzava as águas, abrindo caminho entre a vegetação da superfície. Em parte do trajeto, o cavalo adentrou uma mata bem fechada, que parecia o cenário de um filme.






Voltamos a Cuiabá e à noite jantamos no contemporâneo restaurante Avec.

5/6/2016
Apanhamos a estrada até a vila de Bom Jardim, que é um distrito da cidade de Nobres. É um lugar pouco explorado, sem muita infraestrutura, porém, com uma vida animal incrível. Há muitos peixes, pássaros, rios e cachoeiras, onde se pode contemplar a vida silvestre e a paisagem, percorrendo trilhas ou flutuando nos cursos d'água. 
Chegamos à vila na parte da tarde (é melhor trazer dinheiro, porque na vila não há caixas eletrônicos ou bancos e nem todos os lugares aceitam cartão).
Nos hospedamos na  charmosa e limpíssima pousada Rota das Águas, onde também funciona uma agência. Os passeios aqui são tabelados e é necessário o acompanhamento por um guia para a maior parte das atrações turísticas.
Fomos à lagoa das araras, que fica dentro de uma propriedade particular (entrada - R$15,00 por pessoa). Trata-se de uma lagoa, de onde brotam muitas palmeiras buriti e onde, às 17h00, diariamente, pousam várias araras, entre outros pássaros, como tucanos, periquitos, papagaios, curicacas etc.  As copas das árvores ficam repletas desses pássaros, que preenchem o ambiente com seu canto.







Jantamos no simples, porém muito gostoso, espetinho da Marina (R$10,00 por pessoa, o espetinho completo, com arroz, mandioca, vinagrete, farofa e espeto).

6/6/2016
Pela manhã, fizemos um passeio ao aquário encantado (R$75,00 por pessoa). Trata-se de um passeio de flutuação em um rio, de águas de um deslumbrante azul, repleto de peixes. Flutuamos no local do rio chamado "aquário", que tem um poço de 6 m de profundidade. 


















Após sair da água do "aquário", caminhamos, por aproximadamente 500 metros, até o rio Salobra, descendo com a correnteza. Havia muitos peixes, principalmente a piraputanga.



Almoçamos no quiosque do local (R$30,00 por pessoa, buffet à vontade).

Voltamos à pousada e, na parte da tarde, fomos ao balneário do rio Estivado, onde passamos o final do dia, nos refrescando. Também lá havia muitos peixes. 

 Nas árvores localizadas no estacionamento, havia muitos macaquinhos prego que, curiosos, vinham ver se tínhamos comida para lhes dar.



 Jantamos, novamente, no espetinho.

7/6/2016

De manhã, fomos à cachoeira Serra Azul, cartão postal de Bom Jardim. Ela é realmente linda: uma queda d'água que termina em uma lagoa de tom azulado, repleta de piraputangas. Fica a aproximadamente 25km da vila e é necessário acompanhamento por um guia para fazer o passeio (R$50,00 por pessoa). Há uma trilha curta até uma escadaria que leva à cachoeira. 




Após o passeio, apanhamos a estrada, rumo a Bonito. Dirigimos por aproximadamente 10 horas. Paramos para almoçar em Cuiabá, no Shopping Pantanal. Dormimos no meio do caminho, em uma cidade chamada Coxim, já no Mato Grosso do Sul.

8/6/2016
Continuamos a jornada para Bonito, saindo de Coxim às 10h00 e chegando ao destino final às 19h30, com uma parada em Campo Grande, para almoçar.
A cidade de Bonito é uma graça. Há muitas lojas, restaurantes, bares etc. As ruas são bem cuidadas e muito limpas. É um lugar muito agradável.



Fomos  até o hotel fazer check in. Nos hospedamos no CLH Suítes, da rede Che  Lagarto. O hotel é perfeito, com excelentes instalações, limpeza impecável e preço justo.
À noite, saímos para comer uma deliciosa pizza no Zapi Zen, regada a vinho.

9/6/2016
Dormimos até um pouquinho mais tarde hoje. Na parte da manhã, fomos à nossa agência, Bonitour, pegar os vouchers dos passeios, que são tabelados pela central de turismo do município (é necessário reservar os passeios, através de uma agência, com alguma antecedência, pois há um limite máximo de pessoas, por dia, nas atrações). 
Na parte da tarde, fizemos o passeio da Nascente Azul. Trata-se da nascente do Rio Bonito. Chegamos ao balneário, que conta com excelente infraestrutura e oferece atrações diversas como caiaque, tirolesa, piscina natural etc.







Uma guia nos conduziu pela trilha, até a nascente. Caminhamos por aproximadamente 1,5 km, passando por uma cachoeira e subindo o rio, até chegar à nascente. Ela nos explicou um pouco sobre a bacia hidrográfica e a geologia do local.
Estamos no planalto da Bodoquena e as águas que aqui nascem irrigam o pantanal. Há um resquício de mata atlântica e de cerrado na região. A água é calcária e isso influencia também nas formações rochosas e sedimentos do leito dos cursos d'água.






No caminho, apanhamos o equipamento de flutuação (roupa de neoprene e colete), que já está incluso no preço do passeio. Não é permitido tocar o fundo do rio com os pés, para não levantar areia. 
Chegamos à nascente e entramos na água, que estava a uma temperatura de aproximadamente 22 graus, embora, o lado externo estivesse bem mais frio. A água era de cor azul marinho.
A nascente encontra-se dentro de um poço com profundidade de aproximadamente 7 metros.
Flutuamos ao longo de aproximadamente 200 metros. Avistamos muitos peixes (diversas subespécies de piraputanga).










Na volta, um trator nos apanhou.
Retornamos à cidade e almoçamos no restaurante Aquário.
Fomos ao hotel descansar e à noite voltamos ao Zapi Zen, comer pizza.

10/6/2016
Madrugamos hoje, para o passeio à Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito. Trata-se de uma gruta calcária, repleta de formações do tipo estalactites e estalagmites. O fundo contém água de coloração azulada, graças ao magnésio ali presente. Fizemos uma pequena trilha até a entrada da gruta e lá descemos uma escadaria de pedra.
Mas não demos muita sorte, porque fomos no passeio das 7h20 e esse horário não tem muita luminosidade, de modo que a água não estava muito azul. É melhor ir nas horas mais claras do dia.



De lá, seguimos para a gruta de São Miguel, que fica nas proximidades. Enquanto aguardávamos a saída de nosso grupo, avistamos vários animais, como tucanos e macacos prego. As araras voavam preguiçosamente de uma árvore a outra ou paravam no gramado para comer sementes de girassol. O tucano passou timidamente, ao fundo. Os macacos vieram em bando, sorrateiramente, um a um, por detrás da copa das árvores.






Apanhamos a trilha, em uma plataforma suspensa, sobre a copa das árvores. O guia nos explicou várias coisas interessantes sobre o processo químico de formação das cavernas. Nos mostrou as formações de estalactites, estalagmites, coraloides, travertinos etc. Vimos uma coruja suingara e, dentro da caverna, podemos ver algum regurgito dessas aves.





Na volta, paramos no evento de 4x4 que estava acontecendo no Resort Zagaia. Comemos um churrasquinho e brincamos na gangorra de carros. Depois, fizemos uma trilha com o grupo (trilha boiadeiras). Foi incrível! Inesquecível! Havia diversos 4x4 (Troller, Jimny, caminhonetes, buggies, quadriciclos etc.). Passamos em atoleiros difíceis de cruzar. Os motoristas dos buggies saíram cobertos de lama, da cabeça aos pés.










Depois de terminar a trilha, sentamos no bar chamado Taboa, na rua principal da cidade, que tem música ao vivo.

11/6/2016
Pela manhã, fizemos o passeio do Rio do Peixe. Esse rio fica dentro de uma fazenda. Próximo à entrada, vieram nos recepcionar antas, macacos-prego e araras. 





Percorremos as margens do rio, por uma trilha suspensa, avistando seu leito, de cor verde esmeralda, passando, ainda, por lindas cachoeiras (em torno de 6).






A última e mais interessante é chamada Poção. Tem profundidade de 5 metros, onde deságua uma queda. As pessoas pulam de um deck de madeira, dentro desse poço.
Na volta, passamos, também, pela cachoeira do elefante.


Retornamos e comemos a famosa refeição do local. Uma comida caseira, mas com um toque de comida indiana.
Retornamos à cidade depois do almoço e na parte da tarde fomos ao Aquário Natural da Baía Bonita.
A flutuação ali é muito bonita. Há muitas piraputangas, dourados, piaus e peixes menores. A água provém de diversas nascentes e podemos ver a areia revolta nos locais onde elas brotam. A cor é de um azul marinho intenso e a vegetação, ao fundo do rio, é alta e esverdeada. Desci com a correnteza.












12/6/2016
Hoje fizemos um passeio incrível: o do Rio da Prata. De todos os passeios de flutuação, consideramos esse o mais interessante. É preciso dirigir até uma fazenda, cortada pelo rio (trata-se de uma RPPN - reserva particular do patrimônio natural). Faz-se uma pequena trilha de aproximadamente 2 km até a nascente do olho d'água. A água é cristalina e de um azul intenso. Assim como todas as águas nessa região, sua cristalinidade deve-se ao carbonato de cálcio presente nas nascentes (água em contato com calcário), que faz toda a matéria orgânica decantar, deixando a água muito límpida.
Avistamos muitos peixes, como cardumes de dourados e de pacus (do preto), piraputangas de várias cores, cascudos e pequenos peixinhos coloridos. Vimos, também, o orifício de onde brotam as águas, que reviram as areias do fundo. Flutuamos por aproximadamente 1 km e 800 m.


















Almoçamos na fazenda.
Na parte da tarde, fomos ao buraco das araras.
O local tem uma geografia interessantíssima. É a maior dolina da região. Sob o buraco, ao longo dos milhões de ano, formou-se uma cavidade parcialmente oca e forrada de água. O solo acima não suportou e cedeu, dando lugar a um buraco de aproximadamente 100 metros de profundidade. O fundo é coberto de vegetação e de água, em cuja superfície há uma espessa camada de fitoplâncton, que se assemelha a uma sopa verde. As araras sobrevoam o buraco e descem, em voo rasante. Apanhamos uma pequena trilha até dois mirantes. 


No caminho de volta, vimos um lobinho!



À noite, jantamos na Casa do João, um restaurante famoso da cidade, cuja especialidade é comida regional. Pedimos um pintado com molho de urucum.

13/06/2016
Pela manhã, fizemos a trilha ecológica da Boca da Onça. O passeio é dentro de uma fazenda, que também é uma RPPN. As trilhas são bem demarcadas, com tábuas e escadas de madeira. Comecei fazendo um rapel, de 90 metros. A vista era magnífica! Era possível visualizar as montanhas, entrecortadas pelo Rio Salobra, de águas verde-esmeralda. 













Ao final, retoma-se a trilha, que passa por diversas cachoeiras interessantíssimas. Todas têm tufas calcárias. A primeira e maior é a cachoeira boca da onça, de 156 metros de altura. A formação rochosa lembra a face de uma onça.





Continuamos a trilha e passamos também pela cachoeira do Fantasma (a formação rochosa da cachoeira lembra um fantasma) e do Macaco. Esta última é um poço, de aproximadamente 4 metros e é possível chegar até a queda d'água passando debaixo de uma pequena gruta. Entramos na água, que estava aproximadamente 10o graus. 




  
Por fim, passamos pelas lindas cachoeiras da Anta, do Jabuti e da Cotia. Todas com tufas calcárias, que formam degraus e piscinas naturais, de água cristalina. O processo de formação dessas cachoeiras é peculiar. Todo o material orgânico que cai sobre as águas, como folhas, galhos e até mesmo as árvores que ali crescem vão se calcificando com o escoamento da água. 




Almoçamos no buffet da fazenda e voltamos para a cidade. No caminho de volta, avistamos um tamanduá bandeira, ao longe, no pasto.
Demos uma voltinha no centrinho e na galeria de artesanato.

14/6/2016
Fizemos a flutuação do rio Sucuri, que tem esse nome por causa do formato, em  curvas, de  seu leito. Também fica em uma fazenda RPPN. Antes de chegar à nascente, fizemos uma trilha ecológica. 









Almoçamos no buffet do local.
Saindo de Bonito, um tamanduá bandeira cruzou a estrada poucos metros diante de nosso carro, como quem diz adeus!
Apanhamos a estrada de volta. Cruzamos a fronteira com o Estado de São Paulo na ponte sobre o imenso Rio Paraná, dormindo na cidade de Presidente Epitácio e, finalmente, chegando em casa no dia seguinte.