quinta-feira, 3 de novembro de 2016

New York

Desta vez, o destino foi bem diferente da natureza irrevelada dos anteriores: fomos à frenética metrópole Nova Iorque.

As opções de entretenimento são tantas que fica difícil traçar um plano de turismo. 

Assim sendo, tentamos fazer um roteiro que pincelava um pouco de tudo. E, como o tempo era exíguo (apenas uma semana), caminhávamos várias horas por dia, pulando de atração em atração, sem deixar de apreciar a fantástica cozinha contemporânea da cidade (uma das melhores do mundo), bares da moda, shows e a rica parte cultural.

Para começar, antes de viajar, baixamos no celular o aplicativo da revista Time Out, que nos deixa por dentro dos restaurantes e bares em voga, bem como dos shows e peças.

Dia 27/09/2016
Logo que chegamos ao aeroporto JFK, apanhamos uma van (Shuttle) que levava à Manhattan. Ela nos deixou no Harlem, bairro onde alugamos um apartamento pelo site airbnb.com (pagamos em torno de U$100,00 por dia). O apartamento era espaçoso, limpo e bem decorado. Contava com cozinha e todas as facilidades.

Pegamos o metrô até Midtown, o coração da ilha. Frank Sinatra tinha razão quando dizia que a cidade nunca dormia. Midtown é um local pulsante, com centenas de prédios e milhares de pessoas transitando pelas ruas. O trânsito de veículos é caótico e por todos os lugares ouvimos o barulho de britadeiras (tem-se a impressão de que a cidade está passando por reformas eternas).
Fomos, primeiro, à convulsiva Times Square. A praça leva esse nome porque lá se encontrava a sede do jornal The New York Times. Há tantos outdoors iluminando a praça que ali parece sempre dia.
Seguimos para o complexo de edifícios The Rockefeller Center. O principal deles, hoje prédio da GE, abriga vários painéis do artista José Maria Sert e já exibiu painéis do pintor Diego Rivera (marido de Frida Khalo), que foram destruídos a mando da família Rockefeller, por conterem elementos comunistas (tal como a face de Lenin). É possível subir ao topo do edifício (chamado de Top of the Rock), onde se tem uma magnífica vista da cidade, principalmente do Central Park e de edifícios como o Empire State e o novíssimo One World Trade Center. Ao lado externo do complexo há uma praça, com cafés e uma fonte.




Seguimos para o MoMa, museu de arte moderna, que conta com um finíssimo acervo, incluindo Picasso, Matisse, Van Gogh, Dali, Klimt, Cézanne, Gauguin, Andy Warhol, Frida Khalo, entre outros.




Em seguida, ancoramos, exaustos, no excelente restaurante Mozzarella & Vino (U$120,00 o casal, com vinho).

28/10/2016
Hoje fizemos um dos passeios mais típicos de Nova Iorque: Estátua da Liberdade. Existem várias formas de ir, mas optamos pela mais econômica. Apanhamos o metrô até a última estação ao sul da ilha de Manhattan. Depois, embarcamos na grande balsa que vai até a Staten Island, uma ilha ali perto. Durante o trajeto é possível se ter uma bela vista da estátua e da ponta da ilha de Manhattan. 



A estátua oferecia as boas vindas aos imigrantes que vinham desolados de seus países e esperançosos por um recomeço no novo mundo.
Já de volta à Manhattan, passeamos um pouco pelo Battery Park.
Seguimos, então, rumo ao distrito financeiro, passando pelo parque Bowling Green, onde está o Charging Bull, uma estátua de bronze de um touro, pesando mais de 3 toneladas, colocada ali permanentemente, após ter aparecido misteriosamente em frente ao prédio da bolsa de valores. Turistas tiram fotos segurando o "saco" do touro, pois acreditam que dá sorte.
Caminhamos até a Wall Street, coração financeiro do país, passando pelo lindo prédio da bolsa de valores
Na esquina, em frente, fica o Federal Hall, local onde George Washington tomou posse como presidente, em 1789 (em frente ao imóvel, há uma grande estátua em sua homenagem). 

Seguimos à Igreja da Trindade (Trinity Church) e, depois, à capela de São Paulo (Saint Paul's Chapel), que serviu como base de apoio para pessoas que trabalharam nos salvamentos após os atentados de 11 de setembro.

Passamos pelo Municipal Building, um elegante edifício em forma de U, onde funcionam diversas repartições públicas e o City Hall (que é a prefeitura municipal), um imóvel em mármore, no centro de um parque repleto de esquilos.




Fomos, por fim, ao Memorial do 11 de Setembro e One World Trade Center, local onde ocorreram os trágicos atentados que marcaram o mundo para todo o sempre.
Naquele solo onde, outrora, erguiam-se as torres, brutalmente derrubadas em um covarde ato, foram construídos monumentos, em homenagem aos que padeceram, com cascatas que escorrem por um buraco sem fim, contornadas por painéis com os nomes das vítimas. 


Foi construído, também, um terminal de trem e metrô, em forma de espinha de peixe, bem como um arranha-céu que levou o nome das torres antecessoras: One World Trade Center, com mais de 100 andares. É, atualmente, o edifício mais alto das Américas.

Subimos ao topo do arranha-céu (quem faz compras na loja Century 21, que fica ao lado do monumento, recebe um bom desconto no ingresso). A vista é magnífica.


Tomamos uma taça de vinho branco no restaurante que fica no topo do arranha-céu e assistimos à noite cair e às luzes da cidade acenderem.



À noite, fomos assistir ao famoso show de calouros do Teatro Apollo, no Harlem, responsável pelo lançamento de várias celebridades, tais como Ella Fitzgerald, Michael Jackson (Jackson Five), James Brown, entre outros.

29/09/2016
Hoje fizemos um passeio ainda não muito consagrado e que não consta da maior parte dos roteiros tradicionais de NYC, mas que, para mim, foi um dos melhores: o bairro Chelsea. É um lugar transado, cheio de galerias de arte e bares. Além disso, lá é um pouco mais tranquilo, ou seja, não há uma horda de turistas disputando por espaços na calçada.
Apanhamos o metrô e descemos na estação perto da High Line, um antigo viaduto (como o minhocão) abandonado, que foi alvo de um projeto urbanístico que o transformou em um lindo parque suspenso. É, realmente, muito interessante. Há diversas espécies de plantas, árvores, lâminas d'água e pontos para piqueniques. Um lugar muito refrescante!




O viaduto passa pelo mercado de comida de Chelsea (Chelsea Market), um mercado construído na antiga fábrica de biscoitos da Nabisco e que atualmente conta com diversas lojas de comida, de vinhos, restaurantes, entre outros. No mesmo prédio fica a administração do Youtube (Google).




Abaixo da High Line, as ruas que entrecortam as avenidas principais são salpicadas por dezenas de galerias de arte que expõem obras à venda. Encontramos obras realmente muito interessantes. Em algumas delas, pudemos encontrar os artistas executores.




Almoçamos no The Lobster Place, que fica dentro do Chelsea Market (aproximadamente U$90,00 o casal). É sensacional, porque além de exporem frutos do mar em bancadas forradas com gelo, é possível sentar nos balcões e pedir sushi/sashimi fresquinho (eles fazem na sua frente), além de lagosta.



Na parte da tarde, fomos a mais galerias de arte e depois caminhamos até o Chelsea Hotel, onde moraram várias celebridades, como Janis Joplin, Lou Reed, Edith Piaf, Bob Dylan e Arthur C. Clarke, entre outros (mas, o hotel estava em reforma). No caminho, paramos em uma fina doceria na 8a Avenida, chamada La Bergamotte, para tomar um café.


Por fim, assistimos ao cair da noite no sensacional bar rooftop chamado Gallow Green, que fica no terraço do edifício onde funcionava um hotel chamado McKittrick. Os bares rooftop (nos terraços dos edifícios) são uma atração imperdível!



Nos andares inferiores há um teatro e outros bares, com jazz bands. Vale a pena passar por cada um e tomar ao menos um chopp.


30/09/2016
Hoje, como o dia estava chuvoso, aproveitamos para ir ao Museu Metropolitan. Caminhamos um pouco pelo sofisticado bairro Upper East Side e entramos no museu.



O acervo é interessantíssimo: pinturas de grandes mestres do renascimento, do barroco, neo-clássico, maneirismo, modernismo, arte contemporânea, além de esculturas e artefatos de diversas civilizações, como a greco-romana, egípcia, árabe, da Oceania, entre outros.





À noite, jantamos no fantástico restaurante Bilboquet (a culinária é francesa, mas a quantidade é americana, ou seja, pratos bem servidos). Comi um excelente steak tartare (prato feito de carne crua).

01/10/2016
Pela manhã, fomos caminhar pelos bairros Soho, Noho e Lolita, uma chique vizinhança, com muitas lojas e cafés.
Seguimos, então, para Little Italy, o bairro italiano, que nos remete a cenários dos filmes de Francis Ford Coppola. A Murberry Street é repleta de tradicionais restaurantes italianos, frequentados, inclusive, por celebridades brasileiras.

Caminhamos, também, por Chinatown, que oferece um interessante contraste com a cultura local. Há alguns prédios em estilo oriental e muitas lanternas chinesas adornando a via pública.

De tarde, fomos passear por West VillageGreenwich Village, bairros boêmios e agradabilíssimos para caminhar e tomar uma cerveja, num fim de tarde. São repletos de casarões, boutiques, bares e casas de jazz.


Chegamos até o Washington Square Park, passando pela Universidade NYU. Neste refrescante parque, onde pessoas fazem pique-nique e jogam xadrez, fica o Washington Square Arch, um arco de mármore branco.
Paramos no pub Black Fat Pussycat para tomar algo, local onde antigamente havia outro estabelecimento, no qual Bob Dylan se apresentava.

Assistimos a uma apresentação de jazz no pub Arthur's Tavern e terminamos a noite no divertidíssimo Marie's Crisis, um pianobar frequentado por artistas e músicos da Broadway, que lá vão para relaxar e se divertir. Todos cantam e o repertório é permeado de canções de musicais e da trilha sonora dos desenhos da Disney.




02/10/2016
Tomamos café da manhã no Amy Ruth's Restaurant, um clássico restaurante do Harlem, que serve típica comida sulista, ao som de música soul (aproximadamente U$35,00 o casal).

Demos uma volta no bairro para sentir um pouco da peculiar atmosfera, que é bem diferente do resto da ilha de Manhattan.
Depois, seguimos para o Central Park. Este oásis verde, no meio da selva de pedras, é uma área de refúgio e contato com a natureza.
Ao lado do parque, no bairro Upper West side, está o edifício Dakota, onde morou John Lennon (e ainda mora Yoko Ono).

Bem à frente deste edifício e dentro do parque, fica o Strawberry Fields, um memorial para homenagear o ex-beatle, o qual é mantido por sua viúva. Há um mosaico com a palavra "Imagine".

Margeamos o lago central e subimos até o castelo Belvedere.





À noite, fomos no espetacular bar rooftop que fica no terraço do hotel Hyatt, no 54o andar, chamado Bar 54. A vista é estonteante. E a vantagem é que a entrada é gratuita e você pode gastar seus dólares tomando um drink, ao invés de gastá-los para subir em um desses edifícios pagos.








03/10/2016
Continuamos explorando o coração de Manhattan. Descemos na estação de metrô que fica na Union Square e caminhamos até o Flatiron Building, que fica próximo ao Madison Square Park. O Flatiron Building, construído em 1902, tem uma estrutura triangular que lembra a proa de um navio e é um dos cartões postais da cidade.


Seguimos para Midtown East. Fomos até o edifício Empire State, construído em 1931 e famoso por aparecer em diversos filmes de Hollywood, dentre eles, King Kong, New York New York, Manhattan etc.

Caminhamos até a Grand Central Terminal, estação de trem datada de 1913 e que até hoje funciona. Sua arquitetura é belíssima, mas o prédio foi engolido por diversos arranha-céus que o contornam.

Bem próximo, fica o Chrysler Building, outro arranha-céu que enfeita o horizonte da metrópole. Projetado em 1930 para ser sede de Walter P. Chrysler e de sua indústria automobilística, sua fachada é ornamentada com motivos que remetem a automóveis, como gárgulas que lembram capôs de carros, ferragens e o cume de arcos. No topo do edifício, havia um bar que vendia bebidas clandestinamente.

Caminhando um pouco além, até o East River, é possível chegar ao prédio da ONU.
Retornamos ao centro e passamos pela Biblioteca Nacional, que também tem uma bela fachada.

À noite, fomos assistir a um tributo ao Frank Sinatra, na tradicional casa de espetáculos BB King Blues Club.

04/10/2016
Hoje era o dia de nossa partida, então fizemos um passeio rápido, indo até o Brooklyn. Esse bairro oferece uma vista bem interessante da ilha de Manhattan. A ponte do Brooklyn, que também é um dos símbolos da cidade, merece ser atravessada a pé.




Não menos impressionante é a ponte Manhattan, ao lado da ponte do Brooklyn.

Na volta, paramos para fazer algumas compras e, depois, rumamos ao aeroporto, para nosso retorno.